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Separação e divórcio são atos diferentes

Entenda as especificidades de cada um antes de escolher uma modalidade

Apesar de serem termos conhecidos de todos, separação e divórcio ainda trazem algumas dúvidas. Isso porque são condições diferentes e trazem consequências distintas, apesar de frequentemente serem utilizadas pelas pessoas como sinônimos.

Quando o casal apenas deixa de conviver, sem oficializar o ato, conclui-se que está separado. A separação não quebra o vínculo jurídico do casamento e o casal não poderá se casar outra vez enquanto não estiver divorciado.

Já a formalização do divórcio rompe todos os laços do casamento e os envolvidos podem contrair um novo matrimônio ou união estável. Até 1977, o ato não era autorizado no Brasil. A regulamentação só aconteceu com a Lei Federal nº 6515/77, que possibilitou o divórcio judicial. Porém, para regularizar o término do casamento era preciso solicitar a separação, que comprovava que o casal estava separado por pelo menos dois anos.

Tais regras foram atualizadas em 2010, com a Emenda Constitucional nº 66. Desde então o divórcio pode ser realizado sem a necessidade de aguardar período pré-determinado. Entretanto o casal ainda pode optar primeiro pela separação e depois pelo divórcio. Ambos são realizados por meio de escritura pública, em Cartório de Notas.

Conheça as diferenças das duas situações.

Separação

A separação tem como efeito o afastamento do casal e a dispensa das obrigações conjugais. Essa opção é indicada para os casais que ainda não querem fazer a divisão dos bens, mas desejam iniciar o processo de divórcio. Vale lembrar que após a separação o casal precisa entrar com o pedido de divórcio.

Divórcio

Com a Escritura de Divórcio, feita em Cartório de Notas, o casal pode fazer a divisão de bens legalmente e até casar-se novamente. Entretanto, para solicitar o ato pela via extrajudicial, é preciso que seja consensual, não envolva filhos menores de idade ou dependentes e mulher gestante. Além disso, a presença de um advogado é obrigatória.

A divisão de bens acontecerá de acordo com o regime determinado previamente ao casamento. Caso não haja consenso ou se a mulher estiver gestante, o divórcio só é possível com autorização judicial.

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